Descendente de pequenos proprietários rurais
nasceu na fazenda Boca das Pedras, nas imediações do povoado Aguada, a 18 de
julho de 1899. Eram seus pais os casais Theotônio Narciso da Cruz e Dona Maria
Generosa da Cruz.
Iniciou seus
estudos na cidade de Maruim, provavelmente, tendo - se transferido para a
Capital do País, aonde chegou a ingressar na Faculdade de Direito do Rio de
Janeiro, não logrando, todavia, concluir o bacharelado de Ciências Jurídicas.
No 3º ano, as circunstâncias o levaram a interromper o curso, o que não foi
bastante para impedir Alberto Cruz de continuar aprimorando seus conhecimentos,
vindo a se destacar como pessoa culta e de um notável tirocínio na prática do
dia a dia, conduzindo com satisfação e eficiência os papéis de sua
responsabilidade, até mesmo aqueles tidos como de equacionamento mais difícil.
No Rio de
Janeiro, trabalhou em Escritório de Advocacia, mas voltou a Sergipe, ainda
jovem. Fixou-se na Terra Natal, passando a ser empregado no Escritório da Usina
Oiteirinhos, permanecendo nesse emprego até quando, por motivo de saúde, teve
de se afastar, mediante aposentadoria provisória, condição de que nunca, mais
saiu.
Foi Prefeito
de Carmópolis, no período de 1948 a 1951. Em sua gestão, a Cidade que vinha
sendo iluminada pelo antigo sistema de lampião a querosene, ganhou iluminação
pelo sistema termoelétrico, com a instalação de um motor a diesel, adquirido
pela Prefeitura.
A partir de
1959, foi Secretário-Tesoureiro da Prefeitura, nomeado pelo Prefeito Roberto
Sobral, cargo que ocupou até quando faleceu já na administração do Prefeito
Ariovaldo Souza.
Foi casado com
D. Amair Santos Cruz, natural da cidade de Igreja Nova, do estado de Alagoas.
Do consórcio teve dois filhos, dos quais sobrevive o Jornalista Theotônio
Narciso da Cruz Neto.
Faleceu a 23
de março de 1965 e quis o destino que fosse Alberto Cruz o primeiro cidadão a
ser sepultado, inaugurando o cemitério N. Sra. de Fátima, obra construída na
Administração do prefeito Hemes Fontes da Cruz- 1955 a 1959.
Uma das
qualidades que distinguia a personalidade de Alberto Cruz era a sua
indiscutível humildade, em contraste com a capacidade intelectual de que era
portador, reconhecida e aplaudida por todas as pessoas.
Como
verdadeiro paladino, Alberto Cruz mantinha seus dotes intelectuais a serviço
das boas causas, sem nada exigir de ninguém.
Viveu e morreu
pobre, confinado no próprio lar por opção pessoal, de onde apenas saía para
trabalhar, o que pode caracterizar a decepção de um homem, cujo valor moral não
encontrou a projeção devida, no meio a que dedicou os melhores momentos de sua
vida.
TEXTO DE ANTÔNIO CARLOS CONCEIÇÃO