sexta-feira, 22 de março de 2013

ALBERTO NARCISO DA CRUZ

ALBERTO NARCISO DA CRUZ
 
 Descendente de pequenos proprietários rurais nasceu na fazenda Boca das Pedras, nas imediações do povoado Aguada, a 18 de julho de 1899. Eram seus pais os casais Theotônio Narciso da Cruz e Dona Maria Generosa da Cruz.
Iniciou seus estudos na cidade de Maruim, provavelmente, tendo - se transferido para a Capital do País, aonde chegou a ingressar na Faculdade de Direito do Rio de Janeiro, não logrando, todavia, concluir o bacharelado de Ciências Jurídicas. No 3º ano, as circunstâncias o levaram a interromper o curso, o que não foi bastante para impedir Alberto Cruz de continuar aprimorando seus conhecimentos, vindo a se destacar como pessoa culta e de um notável tirocínio na prática do dia a dia, conduzindo com satisfação e eficiência os papéis de sua responsabilidade, até mesmo aqueles tidos como de equacionamento mais difícil.
No Rio de Janeiro, trabalhou em Escritório de Advocacia, mas voltou a Sergipe, ainda jovem. Fixou-se na Terra Natal, passando a ser empregado no Escritório da Usina Oiteirinhos, permanecendo nesse emprego até quando, por motivo de saúde, teve de se afastar, mediante aposentadoria provisória, condição de que nunca, mais saiu.
Foi Prefeito de Carmópolis, no período de 1948 a 1951. Em sua gestão, a Cidade que vinha sendo iluminada pelo antigo sistema de lampião a querosene, ganhou iluminação pelo sistema termoelétrico, com a instalação de um motor a diesel, adquirido pela Prefeitura.
A partir de 1959, foi Secretário-Tesoureiro da Prefeitura, nomeado pelo Prefeito Roberto Sobral, cargo que ocupou até quando faleceu já na administração do Prefeito Ariovaldo Souza.
Foi casado com D. Amair Santos Cruz, natural da cidade de Igreja Nova, do estado de Alagoas. Do consórcio teve dois filhos, dos quais sobrevive o Jornalista Theotônio Narciso da Cruz Neto.
Faleceu a 23 de março de 1965 e quis o destino que fosse Alberto Cruz o primeiro cidadão a ser sepultado, inaugurando o cemitério N. Sra. de Fátima, obra construída na Administração do prefeito Hemes Fontes da Cruz- 1955 a 1959.
Uma das qualidades que distinguia a personalidade de Alberto Cruz era a sua indiscutível humildade, em contraste com a capacidade intelectual de que era portador, reconhecida e aplaudida por todas as pessoas.
Como verdadeiro paladino, Alberto Cruz mantinha seus dotes intelectuais a serviço das boas causas, sem nada exigir de ninguém.
Viveu e morreu pobre, confinado no próprio lar por opção pessoal, de onde apenas saía para trabalhar, o que pode caracterizar a decepção de um homem, cujo valor moral não encontrou a projeção devida, no meio a que dedicou os melhores momentos de sua vida.
 
TEXTO DE ANTÔNIO CARLOS CONCEIÇÃO