sexta-feira, 22 de março de 2013

ARIOVALDO FERRElRA DE SOUZA


ARIOVALDO FERRElRA DE SOUZA

Ariovaldo Ferreira de Souza (Ariovaldo da Farmácia) nasceu em 17 de novembro de 1922, na cidade de Rosário do Catete e faleceu a 22 de dezembro de 1987, aos 65 anos de idade.
Era filho do senhor João Batista de Souza e D. Amália Ferreira de Souza, ambos naturais daquele Município.
Tendo Policarpo aberto uma filial em Carmópolis, confiou ao jovem Ariovaldo à gestão dos seus negócios nessa filial. Mas Ariovaldo sentia que precisava de algo mais e, algum tempo depois, deixou o emprego e foi para São Paulo. Lá, foi trabalhar no mesmo ramo, já com boa experiência. Na Farmácia onde trabalhava num determinado dia chega um senhor e pede para preparar uma solução, apresentando-lhe a receita médica. Ariovaldo disse que não tinha condição de aviar a dita receita. Procurado o proprietário da Farmácia o cidadão apresentou-se como Fiscal, tratando de autuar o estabelecimento, por manter um funcionário inabilitado como responsável, quando deveria estar ali um farmacêutico. Chamado Ariovaldo para tomar conhecimento do acorrido, a defesa veio pronta: "Eu sei preparar, e preparo agora se o senhor beber". O Fiscal não contava com esta, pois se tratava de uma armadilha e o Auto de Inflação não foi lavrado. Resultado - Ariovaldo foi encaminhado para submeter-se a testes em que demonstrou capacidade e conhecimento da matéria, saindo oficialmente habilitado, para prosseguir na sua brilhante carreira.
Mas Ariovaldo volta para Carmópolis e mais ou menos em 1947 assumiu a direção da farmácia. Isto aconteceu. A partir daí, outra porta abriu-se para Ariovaldo. Como melhor forma de gratificar um bom funcionário, Policarpo vendeu-lhe a Farmácia, em condições acessíveis, para quem vai começar.
Competente, além de inteligente e audacioso, era o que faltava para Ariovaldo deslanchar economicamente. Sua fama de Farmacêutico "entendido" correu por todo o Estado de Sergipe e seus vizinhos, transformando Carmópolis num ponto de verdadeira romaria, de pessoas que o procuravam na esperança de se curar dos seus males, muitas até desiludidas. A capacidade de Ariovaldo, sobretudo, a sua coragem – considerando-se as implicações profissionais - restauravam nessas pessoas a alegria de viver. Não se contam quantas voltavam depois, apenas para agradecer a felicidade da cura, com o "santo remédio" de Ariovaldo. .
Como Farmacêutico provisionado sempre esteve colocado entre os melhores do Estado e com destaque na profissão. Em Carmópolis, conquistou a simpatia dos mais pobres, a quem atendia a qualquer hora, do dia ou da noite, do mesmo modo como atendia as pessoas de maiores posses.
Aproximado do Dr. Octávio Aciole Sobral, da Usina Oiteirinhos, participou da política chegou a ser Prefeito - de fevereiro de 1963 a janeiro de 1967. Na sua gestão foi criado o Bairro Novo - Área de terra desapropriada para loteamento, Cujos lotes foram vendidos pela Prefeitura, diretamente ao povo. Iniciou também a construção do Mercado Municipal "Alberto Cruz”, que foi concluído na gestão imediata, de Gilberto Amaral.
Foi casado com D. Diva Melo Calixto, filha do fazendeiro Manuel Calixto o D. Maria Amada Mello Calixto, proprietários de lagoas de arroz, no município de Ilha das Flores, situado no Baixo São Francisco.
No meio do seu mandato de Prefeito, Ariovaldo viu-se forçado a transferir residência para Aracaju, por força dos filhos que se impunha.
Em Aracaju continuou recebendo e dando o atendimento esperado à peregrinação dos que procuravam saúde, iniciando à Rua Jose do Prado Franco, junto à esquina da Rua Santa Rosa, e depois em nova farmácia, na Rua de Laranjeiras, próxima ao prédio dos Correios e Telégrafos. Mas Ariovaldo continuou progredindo economicamente, na mesma embalagem que iniciou.
TEXTO DE ANTÔNIO CARLOS CONCEIÇÃO (CARLITO)